21
Fev 10
21
Fev 10

Crianças na nossa cama...

No site KidsHealth.org, encontrei a seguinte informação:

 
A imagem de um bebé e de um dos seus progenitores dormindo na mesma cama não é insólita. Mas nos EUA, o “cosleeping”, ou seja, a prática de dormir na mesma cama que um filho lactente, é polémica. Os defensores desta prática consideram que as camas dos pais é o melhor lugar para o bebé dormir à noite. Mas trata-se de um lugar seguro?
Os defensores do “cosleeping” acreditam (e alguns estudos confirmam-no) que dormir com um lactente:
- fomenta a amamentação por torná-la mais fácil durante a noite;
- facilita a sincronização entre os ciclos de sono da mãe e do lactente;
- ajuda os bebés a adormecer com mais facilidade, especialmente durante os primeiros meses, e quando acordam a meio da noite;
- ajuda os bebés a dormir mais à noite; acordam com mais frequência mas fazem tomas breves, o que pode contribuir para que acumulem mais horas de sono nocturno;
- ajuda os pais que estejam separados dos filhos durante o dia a recuperar a proximidade e a intimidade com os seus bebés de que tanto sentem a falta.
Mas os riscos de dormir com o bebé superam os seus benefícios?
 
O “cosleeping” é seguro?
Apesar das possíveis vantagens, a U.S. Consumer Product Safety Commission (CPSC) (Comissão para a Segurança dos Produtos de Consumo dos EUA) recomenda aos pais que não durmam com os seus bebés na mesma cama, afirmando que esta prática expõe aos lactentes ao risco de asfixia e estrangulamento. E a American Academy of Pediatrics (AAP) (Academia Americana de Pediatria) recomenda o mesmo.
Dormir na mesma cama que o filho lactente é uma prática comum em muitas culturas não ocidentais. No entanto, é possível que as diferenças em relações aos colchões, roupas de cama utilizados e outros costumes culturais permitam explicar que os riscos sejam menores nestes países que nos EUA.
Segundo os dados da CPSC, entre Janeiro de 1990 e Dezembro de 1997, pelo menos 515 mortes de lactentes e crianças com menos de 2 anos foram provocadas pelo facto de partilhar a cama com adultos:
- 121 dessas mortes atribuiram-se ao facto de um adulto ter esmagado o bebé ao ter rebolado para cima dele ou contra ele enquanto dormia. Mais de 75% dessas mortes foram de lactentes com menos de 3 meses de idade.
Os defensores do cosleeping afirmam que dormir com um bebé não é intrinsecamente perigoso e que a CPSC exagera ao recomendar aos pais que nunca durmam com crianças menores de 2 anos. Os adeptos desta prática asseguram que os pais não esmagariam os bebés porque estariam conscientes da sua presença, mesmo quando estão a dormir.
No entanto, há pessoas que nunca deveriam dormir com um bebé na mesma cama, como:
- outras crianças (especialmente as que tenham entre 1 e 3 anos), porque poderão não estar conscientes da presença do bebé;
-os pais sob o efeito de alcool e outras drogas, porque poderão não estar tão conscientes da presença do bebé;
- os pais fumadores, porque o risco de sindroma de morte subita do lactente (SMSL) é maior para os filhos de fumadores.
Mas o cosleeping poderá provocar o SMSL?
A relação existente entre esta prática e o sindroma não é clara e está a ser investigada. Alguns investigadores sugerem que esta prática pode reduzir o risco de SMSL porque quando os pais e os bebés dormem juntos costumam acordar com mais frequência ao longo da noite. No entanto, a AAP informa que alguns estudos sugerem que, em determinadas circunstâncias, o “cosleeping” pode aumentar o risco de SMSL, principalmente quando a mãe é fumadora.
A CPSC indentificou cem mortes de lactentes entre Janeiro de 1990 e Dezembro de 1997 que podem ter sido causados por riscos ocultos associados ao facto de um bebé dormir numa cama para adultos:
- asfixia por ter ficado preso entre o colchão e a cabeceira da cama, a parede ou outro objecto;
- asfixia por dormir de cara para baixo numa cama de água ou colchão mole, ou sobre elementos almofadados, como almofadas, mantas ou edredons;
- estrangulamento por o pescoço do bebé ter ficado preso na armação, a cabeceira ou pezeira da cama quando estas estruturas permitem que parte do corpo do bebé passe através de um buraco.
Para além destes riscos para a vida do bebé, partilhar a cama com um bebé pode impedir os pais de dormir bem à noite. É possível que os lactentes que dormem na cama dos seus pais associem o facto de conciliar o sono a estar perto dos seus pais e na cama deles, o que pode perturbar a sesta ou quando a criança tem de ir dormir antes dos pais.
 
Como tornar o cosleeping uma prática o mais segura possível?
Se pretender partilhar a sua cama com o seu bebé, assegure-se de que toma as seguintes precauções:
- coloque sempre o bebé de barriga para cima para reduzir o risco de SMSL;
- não tape a cabeça do bebé enquanto este dorme;
- assegure-se de que a cabeceira ou os pés da cama não têm buracos por onde poderá passar ou ficar presa a cabeça do lactente;
- assegure-se de que o colchão está bem encaixado na cama para que o bebé não fique preso entre o colchão e o estrado;
- nunca deixe sozinho o bebé a dormir numa cama para adultos;
- não use almofadas, edredons, alcochoados nem outros elementos almofadados na cama;
- não beba nem utilize medicamentos ou drogas que possam impedir que acordo, pois pode esmagar e/ou asfixiar o bebé ao rebolar para cima dele;
- não coloque a cama perto de cortinas ou persianas porque o bebé pode estrangular-se com os cordões.
 
A transição da cama dos pais para o berço
A maioria dos especialistas em medicina afirmam qe o lugar masi seguro para um bebé dormir é um berço que cumpra os requisitos de segurança e não tenha roupa de cama almofadada. Mas se dorme com o seu filho há algum tempo e deseja deixar de fazê-lo, fale com o pediatra a fim de elaborar um plano para que o bebé se acostume a dormir sozinho no berço.
Em geral, é mais fácil para os bebés e para os pais fazer a transição da cama paterna para o berço por volta dos seis meses, antes que o hábito de dormir na cama dos pais esteja muito arreigado e que entrem em jogo outras questões evolutivas, como a ansiedade da separação. No entanto, a longo prazo, a rotina de dormir com o bebé chegará ao fim, seja pelo desejo da criança dormir sozinha ou por decisão dos pais.
De todas as formas, há maneiras de estar perto do bebé à noite sem necessidade de partilhar a cama com ele. Pode:
- pode colocar uma alcofa ou berço perto da sua cama. Pode ajudar a manter a proximidade necessária, que é importante se optou pela amamentação. Segundo a AAP, o facto de um bebé dormir numa alcoga ou berço no quarto dos pais reduz o risco de SMSL;
- comprar um dispositivo semelhante a uma alcofa ou berço ao qual falta um dos lados que se pode juntar à cama dos pais. Permite estar perto do bebé eliminando a possibilidade de este sofrer esmagamentos.
O local onde o bebé vai dormir, seja na cama dos pais ou no seu berço, é uma decisão pessoal. Enquanto compara as vantagens com os inconvenientes das diferentes possibilidades, fale com o pediatra dos seus filhos sobre os riscos, os possíveis efeitos benéficos a nível pessoal e os costumes da sua família no que se refere aos hábitos de sono.
 
publicado por D. às 22:09 | comentar | favorito | partilhar
20
Fev 10
20
Fev 10

Jogo da tracção com corda

É necessário 1 corda e 1 lenço que deverá estar atado a meio da corda.
Jogam 2 equipas com o mesmo número de jogadores cada uma. 
Como se joga:  Num terreno plano e livre de obstáculos, duas equipas com forças equivalentes, seguram, uma de cada lado e à mesma distância do lenço, uma corda. Entre as equipas, antes de começar o jogo, traça-se ao meio uma linha no chão. O jogo consiste em cada equipa puxar a corda para o seu lado, ganhando aquela que conseguir arrastar a outra até o primeiro jogador ultrapassar a marca no chão. É também atribuída a derrota a uma equipa se os seus elementos caírem ou largarem a corda. Não é permitido enrolar a corda no corpo ou fazer buracos no solo para fincar os pés.

publicado por D. às 21:30 | comentar | favorito | partilhar
11
Fev 10
11
Fev 10

Como educar uma criança esquerdina

As crianças esquerdinas necessitam de paciência e tolerância por parte dos seus pais e professores, não é suficiente deixar que usem a mão esquerda, é necessário acostumá-los, pouco a pouco, a enfrentar todas as tarefas pensadas para dextros, começando por uma ferramenta essencial: a tesoura de ponta redonda para crianças.

Ao usar uma ferramenta para dextros, uma esquerdina sentir-se-à frustrada devido ao incómodo e pouco rendimento que consegue obter. Os pais devem ter em conta que estes problemas se resolvem se a criança usar uma ferramenta adequada a esquerdinos, pois ganhará mais confiança.

Há outras tarefas que não requerem ferramentas e que a criança dificilmente concretizará se não for correctamente orientado, como por exemplo atar os atacadores dos sapatos, já que terá de aprender a fazê-lo ao contrário dos dextros.

Quando nascem, as crianças são ambidextras, mas em pouco tempo definir-se-à uma tendência. Aos dois meses começa a produzir-se a divisão de responsabilidades entre a mão de trabalho e a mão criativa, mas só a partir dos três anos é que se pode afirmar com algum grau de segurança que uma criança é esquerdina. No período entre os três e os sete anos é o período do ambidextrismo. Para ter a certeza o mais cedo possível, há que observar a criança com atenção durante as actividades que realizam: pintar, largar ou agarrar objectos, comer, fazer força, etc. Ser esquerdino não se manifesta apenas através da mão, mas também da perna, olho e ouvido esquerdo que não devem ser deixados de lado.

É durante o período do ambidextrismo que os hemisférios cerebrais são equipotentes, ou seja, nenhum predomina sobre o outro. Neste momento decorre um processo normativo de maturação que definirá a preferência, neste etapa, onde os professores ou os pais, pensando que estão a fazer o melhor para a criança, facilitam a utilização do lado direito sobre o esquerdo. Esta é uma atitude errada, porque é neste momento que a criança deve determinar a sua preferência.

Quando são obrigados a usar a direita, muitas destas crianças convertem-se em esquerdinos encobertos. Por outras palavras, pessoas com problemas de lateralização e que muitas vezes são tratadas como se fossem disléxicas, quando na realidade têm apenas dificuldades de lateralização. Quando se detecta que uma criança é um esquerdino contrariado, não existem soluções mágicas nem imediatas.

O teste de Oseretsky pode ajudar a determinar qual o nível de preferência no olho, ouvido, mão e pé. Consta de uma série de exercícios onde a criança ou o adolescente tem de ir definindo as suas preferências. Para além de avaliar a lateralidade, detectará os provessos que não foram consolidados e que estão a provocar perturbações a nível escolar. Uma vez aplicado o teste e obtidos os resultados, o psicólogo estabelece uma linha de base e pode definir um tratamento, que implicará o envolvimento da família e da escola.

Os professores deviam informar-se no início do ano se há crianças esquerdinas no grupo para lhes prestarem atenção e ajuda: sentá-los no local correcto (sempre à esquerda do seu companheiro de carteira para que a luz incida sempre do lado direito), facilitar a sua aprendizagem e procurar que utilize ferramentas adequadas.

A criança deve ter a consciência de que não é anormal e que não possui alguma doença e que não deve ser gozado pelos colegas. Uma vez ultrapassados todas estas dificuldades, a criança funcionará e trabalhará correctamente com a sua mão.

 

publicado por D. às 09:45 | comentar | favorito | partilhar
10
Fev 10
10
Fev 10

Que linda falua - o jogo e a canção

Que linda falua,
que lá vem, lá vem,
é uma falua,
que vem de Belém.

Eu peço ao Senhor Barqueiro
que me deixe passar,
tenho filhos pequeninos
não os posso sustentar.

Passará, não passará,
algum deles ficará,
se não for a mãe à frente,
é o filho lá de trás.

 

O Jogo da Linda Falua

Podem participar vários jogadores.
Para jogar é necessário um terreno amplo e sem obstáculos, para evitar acidentes.
Duas das crianças (os líderes) ficam à parte e escolhem, sem que as outras crianças ouçam, uma palavra para si; pode ser o nome de um animal, de um fruto ou planta, de um país ou de outra coisa familiar a todos os jogadores. Estes dois jogadores dão as mãos e elevam-nas, formando um arco.
Os restantes meninos fazem uma fila e dirigem-se para o arco cantando a canção.
Quando passam por baixo do arco, fica lá a última criança da fila. As crianças que formam o arco dizem à que ficou retida para escolher uma das palavras que elas escolheram para si. Esta criança coloca-se atrás do líder que tiver o nome que ela escolheu.
Quando todas as crianças estiverem atrás dos elementos do arco, formam-se dois grupos.
De seguida faz-se um risco no chão, a dividir os grupos. Todos dão as mãos, ficando os líderesde cada um dos grupos de mãos dadas sobre a linha separadora. A um sinal, todas as crianças puxam na direcção do seu grupo.
Ganha grupo que, puxando pelo outro, os faça ultrapassar o risco.

publicado por D. às 21:31 | comentar | favorito | partilhar
05
Fev 10
05
Fev 10

Lengalenga (1)

Quando era pequena, a minha irmã ensinava-me lengalengas que raramente conseguia dizer. Encontrei uma delas na net e é assim:

 

Tenho um colarinho
muito bem encolarinhado.
Foi o colarinhador
que me encolarinhou
este colarinho
Vê se és capaz
de encolarinhar
tão bem encolarinhado
como o encolarinhador
que me encolarinhou
este colarinho

publicado por D. às 20:00 | comentar | favorito | partilhar