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Fev 10
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Fev 10

Os sins e os nãos da gravidez

 

São incontáveis os bem-intencionados amigos, familiares e desconhecidos que gostam de “aconselhar” a grávida sobre o que deve e não deve fazer durante a gravidez. É complicada a uma grávida consciente, inexperiente e preocupada ignorar todos estes conselhos. Em que havemos de acreditar, somos bombardeadas com imensa informação e muita dela contraditória. Eu tentei sempre ouvir a obstetra e as enfermeiras do curso de preparação para o parto, colocando de lado crendices e mitos, mas admito que não me foi fácil fazê-lo.
Em mais um dos meus passeios pela rede, encontrei uma lista interessante de coisas que se devem ou não devem fazer durante a gravidez.
Na lista dos nãos, as coisas a não fazer estão:
- as bebidas alcoólicas, o tabaco e as drogas ilegais, já que estão associadas a nascimentos prematuros, baixo peso do bebé à nascença e outras complicações graves.
- excrementos de gato – podem conter toxoplamose, uma doença que pode ser mortal para o feto. Deve ser outra pessoa a limpar a “casa de banho” do gato, se tem de ser a grávida a fazê-lo há que tomar precauções como lavar as mãos e usar luvas.
- enchidos e saladas – podem estar contaminadas com doenças prejudiciais, só deverão ser consumidos cozidos e, no caso das saladas, devidamente desinfectados.
- alguns peixes grandes – tubarão, atum, espadarte e cavala contêm elevados teores de mercúrio (devido à poluição das águas). O mercúrio é prejudicial ao sistema nervoso das crianças e fetos. Informe-se também sobre o risco de ingerir marisco oriundo de determinadas regiões.
- medicamentos sem receita médica – há que limitar os medicamentos utilizados durante a gravidez. Deve confirmar sempre com o médico se pode ou não tomar um medicamento.
- carne, peixe e ovos mal crus ou mal passados e leite não pasteurizado – Estas comidas podem conter bactérias como as salmoleas e podem prejudicar o feto. A comida deve ser ingerida bem passada.
- saunas e jacuzzis – as elevadas temperaturas do corpo estão associadas a malformações e abortos. Também os cobertores eléctricos podem representar perigo.
Na lista do que se deve evitar estão:
- a cafeína – deve ser reduzida a um máximo de 300 mg/dia, cerca de um café expresso. Há que ter também em mente que algumas bebidas como os refrigerantes também contêm cafeína.
- tinta para o cabelo – podem ser prejuduciais ao feto, por serem absorvidas pela pele. Devem ser evitadas durante o primeiro trimestre, e após este limitado ao máximo o tempo de exposição às tintas.
- queijo – evitar o consumo de queijo Brie, Camembert, Roquefort, Feta, Gorgonzola e queijo frescos. Podem ser portadores de bactérias.
Os sins, o que se deve praticar:
- exercício – 30 minutos por dia, podem ajudar a manter o peso, melhorar a condição física e a reduzir o stress. No entanto, cuidado com o desporto que pratica… contacte o seu médico se tiver tonturas, dores, contracções ou sangramento durante ou após a prática de exercício.
- massagens – está provado que reduz a dor durante o trabalho de parto. Um estudo recente demonstra que as grávidas que fizeram uma massagem duas vezes por semana durante cinco semanas, têm menos ansiedade e stress, dores nas costas e dormem muito melhor.
- viagens aéreas – são seguras durante a gravidez, embora alguns médicos as desaconselhem durante o último mês, já que se entrar em trabalho de parto, poderá não ter ajuda de um médico a bordo. Deve manter-se bem hidratada e caminhar pelo avião a cada duas horas.
- relações sexuais – perfeitamente seguras durante toda a gravidez.

 

publicado por D. às 16:04 | comentar | favorito | partilhar
24
Fev 10

Cães e bebés

 

 

 

 

Chegou a nossa casa dentro de uma caixinha de cartão... castanhinha, reguila, gania e saltava para eu a tirar de lá... Quando chegou, já tinha preparada para ela uma coleira, uma caminha e o comedor e bebedor, tudo em vermelho porque o dono é do Benfica e havia que convencê-lo que isto era uma boa ideia  ;-) ...

A minha menina chegou pela mão da Zé, a sua madrinha. Esteve para se chamar Xica... mas cumprindo uma tradição de família, acabou por se chamar Suka, que é como se diz cadela em russo (em pequena já tinhamos tido um Dog).

Foi um bebé difícil... Talvez por termos sido demasiado rígidos com as rotinas nos primeiros dias... acabou por nos fazer ceder em certas coisas, como por exemplo, o dormir na nossa cama... Quando acordámos a meio da semana às 4h30 da manhã com ela a ganir à nossa porta tivémos de nos render... Fez-nos passar por muito: uma gastroentrite dois dias após ter chegado a nossa casa, a sua tara por morder mãos, roia tudo o que lhe aparecia à frente... mil e uma coisas que vou recordando de vez em quando... mas com poucas saudades.

Quando engravidei, muita gente me perguntou: "O que é que vais fazer ao cão? Vais livrar-te dele?". Para mim é impensável pensar sequer que tinha de fazer alguma coisa à cadela... Como é que pode passar pela cabeça de alguém abandonar um ser que foi criado por nós? De quem somos pais adoptivos? Será que essas pessoas consideram livrar-se do filho mais velho quando ficam grávidas do segundo???!!!!

Durante a gravidez, quando o dono não estava a Suka dormia comigo para me fazer companhia, muito chegadinha à minha barriga e várias vezes sentiu o ZP a mexer-se na minha barriga. Era mesmo engraçado o ar admirado dela a olhar para a barriga, quando o sentia mexer.

Quando saímos da maternidade, chegámos a casa e metemos o ovinho em cima da mesa da sala, a Suka em cima de uma cadeira e deixámo-la cheirá-lo. Ficou excitadíssima. Tanto que o dono resolveu ir com ela à rua para espairecer e fazer xixi. Saíram os dois de casa e quando voltaram o Zé vinha zangado com ela, porque a menina tinha corrido para o sítio do xixi e quando o dono lá chegou, já ela tinha voltado para a porta do prédio. Então havia uma novidade daquelas e ela era tirada de casa? Nem pensar...

A convivência entre os dois sempre foi pacífica... A Suka sempre teve imensa paciência para ele. Quando o ZP começou a agarrar, ela ia lambê-lo e ele agarrava-lhe a língua e ela esperava pacientemente que ele a largasse... de língua de fora, muito quietinha. Ao início, quando o zp estava numa mantinha no chão tinhamos o cuidado de não a deixar estar na mesma divisão, mas aos poucos fomos revogando essa lei... Ela dormia muitas vezes debaixo da caminha dele, quando ele passou para o quarto dele com um mês e meio. Jogam muitas vezes à bola no corredor. Quando o ZP vai passar alguns dias com os avós na aldeia, tem de levar a Suka, ficando a nossa casa tão vazia... sem as nossas crias...

Não sou especialista nem em pediatria, nem em veterinária, mas acho que conseguimos uma boa convivência entre o bebé (agora já com 5 anos) e a cadela.

 

De qualquer forma, para quem esteja a necessitar de alguma ajuda mais informada, no site "Vivapets", encontrei um artigo sobre os bebés e os cães:

"A chegada de um novo bebé dita muitas vezes a partida do cão, seja para outra casa ou até mesmo para o canil ou para a rua. Com uma boa educação e sempre supervisionados, cães e crianças podem-se tornar os melhores amigos. Frequentemente, aquela recordação doce da infância está relacionada com um animal de estimação.

Assim que se descobre que a família vai receber um novo membro, é necessário ter a certeza que daí a alguns meses, tudo está pronto para receber o novo bebé. No que diz respeito ao cão não é necessário encontrar-lhe uma nova casa, mas sim iniciar ou reforçar o treino de obediência básica.
Cão educado
O cão deve ver o dono como líder e cabe ao dono ditar ao cão o que este pode ou não fazer. Se o cão obedecer ao dono, torna-se mais fácil controlar as suas reacções. O cão deve obedecer sem resistência aos comandos “deita”, “senta” e “fica” e vir também quando é chamado.
Outro aspecto importante a treinar com o cão é a recepção que este faz aos donos. O cão não deve saltar para os receber, pois vai passar a ser comum entrarem com o bebé em casa. Se não tiver experiência no treino de cães, pode recorrer a um profissional que o vai auxiliar nesta e noutras questões.
Para tentar dar algum realismo ao treino do cão, pode ensaiar as tarefas diárias que vai ter com o bebé em frente ao cão, por exemplo, passear com algo no colo de um lado para o outro ou embalar um boneco na cadeira de baloiço.
Lembre-se que o treino deve ser feito com base no reforço positivo, isto é, recompensar o cão sempre que ele obedecer aos comandos. Se persistentemente castigar o cão, ele acaba por associar o bebé a castigos e assim comprometer a relação entre os dois.
Para além das actividades, pode ser útil habituar o cão ao choro do bebé. Para isso existem CD’s ou até vídeos na internet que pode por a tocar em casa.
 
 
Vinda do hospital
Geralmente a mãe passa alguns dias no hospital na altura do parto e é normal que quando regressa, o cão a receba de forma entusiástica. Por isso, a dona deve entrar em casa sem o bebé, para evitar castigar o cão por estar entusiasmado com a vinda da dona e possivelmente até saltar. Depois, quando o cão acalmar, o dono pode entrar com o bebé.
O cão e o bebé só devem ser apresentados quando o cão estiver calmo e o bebé, de preferência, a dormir, para que o facto de o bebé se mexer não causar muita excitação no animal. Um dos pais deve segurar o bebé e o outro deve segurar o cão pela trela. Não é necessário que o cão se aproxime demasiado do bebé, basta permanecer a alguns metros, já que os cães têm um óptimo faro e não necessitam de colar o nariz ao bebé para sentir o cheiro dele. Ao apresentar o bebé, mande o cão sentar e ofereça-lhe recompensas se este se mantiver sentado.
Depois da primeira apresentação, pode repetir o ritual ao longo de alguns dias e quando sentir que o cão não vai saltar para o bebé ou tentar mordiscar, pode retirar a trela ao cão.
Acesso limitado
Se tiver um cão demasiado activo e excitado, pode ser melhor não deixar o cão entrar no quarto do bebé. Isto permite-lhe cuidar do bebé, mudar a fralda, dar de mamar, etc. sem que o cão esteja a incomodar. Também é útil quando o bebé está a dormir. Se, pelo contrário, o cão é bastante obediente e permanece calmo, deitado quando o manda, poderá deixar o cão entrar no quarto do bebé quando acompanhado.
Supervisão constante
Nunca deve deixar o cão interagir com o bebé sem supervisão. Os cães são animais de instintos que podem associar os bebés a presas ou brinquedos, devido ao pequeno tamanho. Os cães são particularmente atraídos pelo barulho, os choros, e o abanar das pernas e braços.
Sem negligência
Se pretende que o cão não se ressinta da vinda do bebé para casa, deve continuar a dar-lhe o carinho que antes demonstrava. Reserve meia hora por dia para uma sessão de brincadeira, enquanto o bebé estiver a dormir.
Preocupação
É natural que os pais estejam preocupados e ansiosos com o novo rebento, mas se mantiverem a supervisão da interacção da criança com o animal, não há razão para grandes alarmismos. A maioria dos cães adapta-se aos bebés sem problemas, desde que os donos continuem a dar ao cão a atenção a que tinha direito antes do nascimento do novo bebé.
www.vivapets.com"
 

 

publicado por D. às 23:32 | comentar | ver comentários (1) | favorito | partilhar

Jogos Tradicionais - O caracol

Depois de traçada a figura de um caracol no solo(com várias casas e no centro da espiral uma casa que diz "CÉU"), as crianças terão de encaminhar a malha até ao céu. Cada caracol tem um número variável de casas. Leva a malha colocando-a em cima do pé. Regressa ao ponto de partida ao pé-coxinho. Não pode pisar qualquer traço da figura, com o pé ou com a malha. Se a criança conseguir ir e regressar correctamente, escolhe uma casa qualquer e marca-a. Nessa casa poderá descansar, poisando ambos os pés no chão quando, no jogo seguinte, lá passar. Os colegas terão de passar por cima da sua casa. Assim, o jogo vai gradualmente aumentando de dificuldade, ganhando-o quem conseguir o maior número de casas. 

 

É impressionante como nos esquecemos dos jogos que jogámos em criança... Joguei este jogo "milhares" de vezes com a minha irmã e as minhas primas...

publicado por D. às 22:37 | comentar | favorito | partilhar

Motivar a banhoca...

publicado por D. às 22:07 | comentar | favorito | partilhar
24
Fev 10

Questões a esclarecer antes de ter um filho

Nas minhas andanças pela net encontrei um artigo interessante sobre as questões que o casal deve resolver antes de decidir ter um filho.

Aconselham o casal a ter discutir questões relacionadas com as finanças, a disciplina e a relação com a família. Isto porque muitos casais partem do princípio que têm a mesma opinião em relação a questões que serão importantes depois do bebé nascer, mas nem sempre isso acontece e, normalmente, essas divergências surgem nas piores alturas, quando há problemas.
Em relação a finanças, aconselham o casal a elaborar um orçamento, a considerar tudo o que necessitam de comprar e aquilo que gostariam de comprar mas que não é imprescindível. Aconselham a família a poupar durante a gravidez por forma a tentar gastar apenas um dos salários, se considerarem a hipótese de um dos pais ficar em casa a tomar conta da criança, ou até para simularem as despesas com a creche ou amas.
Outra questão importante a esclarecer é a de quem vai tomar conta da criança. Se um dos pais vai ficar em casa, deixando de trabalhar; se vai ser um familiar; se há que escolher uma creche ou se deverão contratar uma ama. Aconselhando os pais a verificar se a pessoa escolhida para tomar conta da criança concorda com os seus pontos de vista em relação à educação da criança, por forma a evitar problemas complexos.
Em relação à família, os futuros pais devem decidir com quem vão passar ocasiões especiais como o Natal e a Páscoa, os aniversários, por forma a evitar conflitos com a família alargada.
Alertam ainda para a questão da educação e disciplina da criança, aconselhando os futuros pais a discutir e a chegar a um entendimento quanto ao tipo de educação e valores a transmitir à criança. Fazer uma análise daquilo em que se sentem inseguros e que terão de “aprender” sobre o comportamento e desenvolvimento da criança, acrescentando ainda que os pais não se devem esquecer de que as formas de lidar com a criança devem evoluir à medida que a mesma vai crescendo e de acordo com a sua personalidade.
A última questão de que falam refere-se à atitude a ter em relação à religião.
Estas questões parecerem evidentes, mas às vezes não o são tanto quanto isso e os pais podem evitar muitos conflitos e problemas se definirem uma forma de lidar com estas situações desde o início.
O que acham?
publicado por D. às 21:59 | comentar | ver comentários (1) | favorito | partilhar