Os livros e as crianças

Lembro-me desde sempre de ter contacto com livros. A minha mãe sempre fez questão de nos comprar livros, preferia-os aos brinquedos. Mesmo antes de saber ler, a minha mãe dava-me 2$50 e mais tarde 5$00 para comprar uns livrinhos que havia na papelaria ao lado de casa. O meu marido teve uma experiência parecida, na infância.

 

Por isso, quando o Zé Pedro nasceu desde cedo começámos a comprar-lhe livros e desde bebé que está habituado a mexer-lhes. Quando, na escola, um amiguinho estraga um livro, conta-nos sempre com muita tristeza.

 

Hoje há tanta coisa que desvia a atenção dos nossos filhos dos livros, que continuo a achar que quanto mais cedo eles começarem a mexer neles, mais cedo eles se tornarão num amigo que se leva para todo o lado e que gostamos de partilhar com os outros.

 

Hoje, ao navegar na net, fui à página do Plano Nacional de Leitura e alguém colocava a questão de quando se deveria "incutir" os livros às crianças. Não concordo com o "incutir", acho que os livros devem ser apresentados às crianças como se faz com os amigos.

 

Há uma oferta enorme de livros infantis para todos os gostos e idades. Gosto especialmente dos primeiros livros que se tornaram amigos inseparáveis do ZP e que ainda hoje ele gosta de rever. São uns dicionarios por imagens muito simples que têm as páginas em plástico e que lhe comprei quando ele tinha uns 4 ou 5 meses e de cujas páginas limpei muita papa Cerelac...

 

 

publicado por D. às 00:00 | comentar | favorito | partilhar