As crianças e os cães

Este é um assunto que interessa a todas as famílias que têm alguma dificuldade em conciliar os filhos e os animais de estimação. Quando nasce o filho, normalmente sai o animal de estimação, pelo que nada como preparar a nossa família para melhor enfrentar esta situação.

Encontrei em vivapets.com, um texto interessante sobre este assunto, aqui fica:

 

As crianças gostam de brincar. Os cães gostam de brincar. Quando se juntam é natural que as brincadeiras entre os dois sejam bastante animadas. No entanto, essas brincadeiras podem por vezes acabar mal. A maioria das crianças não tem a noção de quando devem parar de provocar ou brincar com alguém. Se esse alguém for o seu cão (por mais bonzinho e pachorrento que seja) ele poderá fartar-se e querer parar a brincadeira. Por vezes morder (mesmo sem intenção de magoar) é a única forma que ele conhece de parar a brincadeira. 

 

 

A importância do treino
Para cães que vão conviver com crianças, é absolutamente essencial o treino de obediência e que se inicie a socialização do animal desde muito cedo. Lembre-se que o cão é um animal guiado pelo seu instinto e que se não for treinado, por vezes esse instinto leva a melhor sobre o animal. O seu cão precisa de ser ensinado a obedecer aos comandos do dono em qualquer circunstância. Da mesma forma que ele poderá ser salvo de um atropelamento se obedecer ao comando "Aqui", pode evitar algum acidente com uma criança se ele estiver treinado para largar ao seu comando.

As crianças também têm de aprender
Da mesma forma que ensina aos seus filhos como se devem comportar com outras pessoas, deverá ensinar-lhes a respeitar e a conviver com os animais. Eles devem aprender o tipo de brincadeiras que podem e as que não podem ter com o seu cão, como tocar-lhe e como interpretar a sua linguagem corporal. Também deverão distinguir quando o cão está calmo e quando ele está perturbado. Quando tiverem idade suficiente, as crianças também deverão participar no processo de treino do animal e aprender os comandos adequados. O treino deverá ser aplicado tanto ao seu cão como ao seu filho.

Os genes não são tudo
É importante frisar que até as raças mais calmas e amigáveis podem por uma variedade de razões morder em alguém. Isto aplica-se a qualquer criatura que possua dentes (o homem incluído!). O inverso poderá ser dito das raças ditas perigosas: por pertencerem a este grupo não significa que vão obrigatoriamente morder em alguém. Não funciona assim. É impossível dizer concerteza que raça é que fará isso. As acções dos cães dependem de muitos, muitos factores para alem da sua herança genética. Assim, a melhor forma de evitar acidentes é acompanhar sempre as brincadeiras das crianças com os animais e nunca deixa-los sozinhos quando ainda são muito jovens.

Prontos para a brincadeira
Pesando todos os factores, existem raças que tradicionalmente estão mais predispostas a lidar com crianças. São mais tolerantes a comportamentos bruscos e lidam melhor com situações de stress, sem ficarem defensivos ou morderem. O Golden Retriever é uma dessas raças, graças à facilidade com que é treinado e baixo nível de agressividade. O Labrador Retriever e Collie também são raças "apropriadas" para lidar com crianças.
Lembre-se sempre que numa situação em que o cão se sinta ameaçado e assustado, o perigo de morder a pessoa que está mais próximo é real. Acompanhe sempre as brincadeiras entre ambos.

Uma experiência para toda à vida
Para as crianças que cresçam com animais é muito provável que a experiência molde o seu comportamento futuro e o ensine a respeitar e a amar os amigos de quatro patas. Para evitar que o seu filho tenha uma experiência traumatizante (como uma dentada acidental) tenha sempre em conta os pontos abordados neste artigo. Com um pouco de cuidado e bom-senso da parte dos pais, as crianças e os animais apenas precisam de estarem juntas para se divertirem.

 

publicado por D. às 23:54 | comentar | favorito | partilhar